5. O inferno está aqui | A Beleza Que Há Em Mim


CENA 01. MANSÃO HOWLING. SALÃO PRINCIPAL. INT. NOITE.

SONOPLASTIA ON – THE WORLD WE MADE – RUELLE.

A PORTA DA MANSÃO É ABERTA, MOSTRA-SE NO CHÃO A SOMBRA DE QUATRO PESSOAS ENTRANDO E ESTAGNANDO LOGO NA ENTRADA.

A CAM PERCORRE PELO CHÃO ATÉ MOSTRAR UMA COROA DE FLORES E FOCA NOS PÉS DA VÍTIMA QUE BALANÇA E ESCORRE SANGUE.

SONOPLASTIA OFF.

OUVE-SE SÓ O BARULHO DA CORDA, AO BALANÇAR O CORPO.

CORTA PARA:

CENA 02. DELEGACIA. SALA DE INTERROGAÇÃO. INT. DIA.

DEZENOVE HORAS ANTES...

MOSTRA-SE DANNA ENTRANDO NA SALA COM UM COPO EM MÃOS. ELA ESTENDE O BRAÇO ENTREGANDO O CAFÉ PARA ANTONIA, QUE ESTÁ ABATIDA.

ANTONIA – Que horas o meu advogado irá nos tirar daqui?

DANNA – Não é necessário advogado para a senhora. Ainda. Queremos esclarecimentos sobre os últimos acontecimentos.

ANTONIA – Foram todos, por onde devemos começar? Talvez pela parte em que a polícia invade minha casa indiscretamente e levam os anfitriões presos, como dois criminosos do mais baixo calão. Espero que saiba o peso do nome Howling e o quão isso pode prejudicar a sua carreira e a de seu parceiro.

DANNA – Posso configurar isso como uma ameaça, Sra. Howling? Não se preocupe, sabemos de suas origens, a importância do nome no mundo empresarial de vocês, mas isso não os tornam acima da lei. E sobre sua casa, estávamos apenas fazendo o nosso trabalho.

ANTONIA – Afinal, como souberam sobre o Albert? Aquilo foi uma armação, nós não o matamos. Eu o deixei na cozinha atendendo o seu telefone, quando voltei, ele estava morto.

DANNA – Há câmeras na casa?

ANTONIA – Não, não atualizamos a mansão para essas tecnologias.

DANNA – Se os senhores não são culpados, então deveriam pensar e se proteger melhor, afinal, alguém está cometendo tais crimes.

ANTONIA – Algum outro crime, que eu não saiba?

DANNA – Ambrouse Hill, empresário renomado de Nova Iorque foi achado morto. Tudo aponta para um acidente de carro, mas a cena mostra-se sinais de forjamento de um acidente.

CLOSE EM ANTONIA, QUE ENGOLE SECO E DISFARÇA TOMANDO UM GOLE DE CAFÉ.

CORTA PARA:

CENA 03. DELEGACIA. SALA DE INTERROGATÓRIO. INT. DIA.

CLOSE EM HENRI, COM SUA ROUPA SUJA DE SANGUE.

HENRI – Eu não os matei, isso é óbvio. Como eu faria algo tão ignorante? Tão impensado? Meus melhores compradores, que carregam o nome da minha marca para o mundo inteiro. Não tenho motivos para tal ação, muito menos burrice.

SAM – Então como sua carteira foi parar no local do acidente de Ambrouse?

HENRI – Porque talvez alguém queira me incriminar, insinuar que sou um assassino. Um louco. Destruindo minha influência e fortuna. (CLOSE EM HENRI, CAINDO EM SI).

SAM – O senhor teria algum inimigo, que queira alguma vingança?

HENRI – Não. Somos bons para todos, ajudamos sem rodeios todos que venham até nós.

SAM – Alguma indústria de tecidos que queiram tomar o seu lugar?

HENRI – Pelo mundo todo, mas eles não exterminariam os principais investidores em tecidos por uma guerra.

SAM – E voltamos ao senhor. Como era a sua relação com Ambrouse Hill e Albert?

CLOSE EM HENRI, QUE REVIRA OS OLHOS E ENCOSTA NA CADEIRA, REFLEXÍVO.

CORTA PARA:

CENA 04. GALPÃO. INT. DIA.

MOSTRA-SE UM GALPÃO ABANDONADO, COM ALGUNS ROLOS DE TECIDOS ABANDONADOS. CLOSE EM UMA CADEIRA NO MEIO DO GALPÃO, REVELANDO LUKE AMARRADO. ELE COMEÇA A ACORDAR, VENDO TUDO TURVO. AO DESPERTAR, ELE FORÇA PARA TENTAR SE SOLTAR, MAS É EM VÃO. THEO SE APROXIMA, CORRENDO.

THEO – Relaxa. Relaxa. Não tem para onde ir hoje, meu amigo!

LUKE TENTA FALAR, MAS A MORDAÇA IMPEDE.

THEO – Se eu tirar, promete que não vai gritar?

LUKE CONSENTE. THEO RETIRA.

THEO – Pode gritar, ninguém te ouve daqui.

LUKE OLHA PARA THEO, COM OS OLHOS MAREJADOS, AINDA MEIO ZONZO.

LUKE – O que você fez? O que estou fazendo aqui?

THEO – Você procurou isso, avisamos para ficar longe dos Howling, daquela mansão e das governantas que são contratadas.

LUKE – Eu nunca vou deixar vocês em paz. Sei que mataram a Vaiola, eu sei que foram vocês.

THEO – Você matou a Vaiola, não tente nos culpar Luke. Nunca faríamos isso. Agora me diz, o que você fazia na casa?

LUKE – Não interessa!

THEO – Eu ainda estou sendo muito legal com você, de certa forma, até mesmo carinhoso. Então abre o jogo e fala o que você estava fazendo na mansão Howling.

LUKE – Eu fui lá para... Para flagrar você e o Peter fodendo.

THEO DÁ UM SOCO EM LUKE, TIRANDO SANGUE DA BOCA DO HOMEM.

THEO – Maldita hora em que fui confiar em você, em abrir o jogo. Você é a minha maior decepção!

LUKE – Eu sempre fui seu amigo e por isso nunca revelei a verdade, nunca desrespeitei o seu momento. Ao contrário de você que acredita cegamente nas pessoas erradas. As vezes me pergunto o que eles fizeram com você Theo, éramos amigos e você agora não passa de um estranho.

THEO – Você também é um estranho para mim. Eu só escolhi estar do lado certo.

LUKE – Errou o seu lado e um dia eles vão te provar isso e não eu.

THEO COLOCA A MORDAÇA EM LUKE NOVAMENTE. E SE RETIRA, COM RAIVA.

CORTA PARA:

CENA 05. DELEGACIA. SALA DE ESPERA. INT. DIA.

DOMINIC, ARTUR E PETER ESTÃO NA ESPERA.

DOMINIC – As pessoas não param de falar sobre a festa de ontem. Depois dos últimos acontecimentos, todas as atenções se voltarão para a mansão. Não podemos mais agir!

ARTUR – Passamos tantos anos nos escondendo literalmente debaixo dos panos e agora, estamos expostos para o mundo inteiro.

PETER – Dois grandes empresários foram mortos naquela mansão. Seremos o próximo reality, chamando a atenção de todos os lados. Está na hora de dar uma pausa nos nosso negócios ilícitos.  

DOMINIC – O Henri e a Antonia não vão ficar nada felizes. 

PETER – O advogado está tentando tirá-los o mais rápido possível daqui. Eles devem ficar felizes apenas por saírem. Os negócios podem ser recomeçados em outro momento.

ARTUR – Vamos ainda não se perguntaram quem será o próximo?

PETER E DOMINIC SE OLHAM.

ARTUR – Alguém está matando pessoas importantes antes, ou depois dos negócios serem fechados. Depois do dito feito, eles morrem e todas as atenções ficam na mansão, impedindo os nosso negócios.

PETER – Quem cometeria tais atrocidades para manchar nossa imagem?

ARTUR – O Luke, ele prometeu vingança no enterro de Vaiola e agora está agindo.

DOMINIC, PETER E ARTUR SE OLHAM, PREOCUPADOS.

CORTA PARA:

CENA 06. MANSÃO HOWLING. QUARTO. INT. DIA.

FLORA ESTÁ NA CAMA, ADORMECIDA E NUA. ELA COMEÇA A SE MEXER, DESPERTANDO-SE.

CLOSE EM FLORA QUE SE LEVANTA ASSUSTADA. ELA PERCEBE SEU CORPO NU.

FLORA – O que aconteceu aqui? Eu não me lembro de... A Isabel, ela me deu aquela taça de champanhe e eu comecei a me sentir mal.

FLORA OLHA SEU VESTIDO, RASGADO CAÍDO AO CHÃO. SEUS OLHOS MAREJAM. FLORA O PEGA E OLHA PARA O VESTIDO.

FLORA – Não, não pode ser. De novo não, não. Não. Não!

FLORA CAI AJOELHADA, AOS PRANTOS.

CORTA PARA:

CENA 07. FLASHBACK. SÓTÃO. INT. NOITE.

FLORA É JOGADA COM FORÇA EM CIMA DA CAMA.

FLORA – Por favor, Toby, eu imploro não faça isso. Eu imploro! (AOS PRANTOS)

TOBY – Cala a boca, sua vagabunda. Você é a minha esposa e vai fazer o seu papel de mulher, que é servir o seu marido.

FLORA – Me solta! Me solta! Me solta!

AOS GRITOS, FLORA SOLTA UMA DE SUAS MÃOS E ARRANHA O ROSTO DE TOBY QUE VIRA O ROSTO. ELE SENTE O SANGUE ESCORRER. 

TOBY – Sua puta!

TOBY DÁ UM TAPA EXTREMAMENTE FORTE NO SEMBLANTE DE FLORA, QUE FICA ZONZA APÓS A AGRESSÃO. QUASE PERDENDO OS SENTIDOS, FLORA FICA INTACTA. TOBY RASGA SEU VESTIDO COM RAIVA E ABRE SUA CALÇA.

TOBY – Agora vou te ensinar a me obedecer!

TOBY ESTUPRA FLORA. CLOSE NO SEMBLANTE DA GAROTA, COM A LÁGRIMA ESCORRENDO DE SEUS OLHOS.

CORTA PARA:

CENA 08. MANSÃO HOWLING. QUARTO. INT. DIA.

FLORA ESTÁ NO CHÃO AOS PRANTOS. ELA AGARRA O VESTIDO, EM POSIÇÃO FETAL E CHORA.

SONOPLASTIA ON – SECRETS AND LIES – RUELLE.

AO SE ACALMAR, FLORA PROCURA FORÇAR PARA LEVANTAR-SE. ELA VAI ATÉ O BANHEIRO E SE OLHA PELO ESPELHO, DESTRUÍDA, SENTINDO-SE INVADIDA MAIS UMA VEZ. O SEMBLANTE DE ÓDIO APARECE EM FLORA.

ELA LARGA O VESTIDO AO CHÃO, FICANDO TODA NUA. SUAS LÁGRIMAS CESSAM.

FLORA – Ah beleza também machuca. A beleza que há em mim não é a culpada, eles que são doentes e sujos. (T) Merecem o pior dos castigos. O pior!

FLORA CAMINHA ATÉ O CHUVEIRO E O LIGA. ELA PEGA UMA ESPONJA E ENCHE SE SABÃO, PRODUZINDO ESPUMAS. FLORA COMEÇA A SE ESFREGAR COM RAIVA, COLOCANDO FORÇA NO ATO DEIXANDO SUA PELE AVERMELHADA.

CORTA PARA:

CENA 09. DELEGACIA. SALA DE INTERROGAÇÃO. INT. DIA.

ANTONIA E DANNA SE ENCARAM.

DANNA – Então a senhora acredita que há uma conspiração, na tentativa de destruir a reputação e a influência dos Howling no mundo dos negócios? 

ANTONIA – O que mais iria ser? Somos inocentes! Óbvio que alguém está armando contra nós.

DANNA – Não sei, é por isso que estamos conversando. Todos os crimes aconteceram na sua casa?

ANTONIA – O Ambrouse não foi encontrado num acidente? Acho que vocês não encontraram o carro capotado na minha sala de estar. A única fatalidade foi com o Albert!

DANNA - O Ambrouse foi morto antes de sofrer aquele acidente. Comprovando que o acidente foi forjado. Agora quem forjaria o acidente de um empresário tão poderoso? Seria uma tentativa de não ser pego?

ANTONIA – Se eu tivesse todas essas resposta, com toda certeza lhe diria, mas não tenho. Afinal, por que ainda estou aqui? Vocês têm alguma prova contra mim?

DANNA – A senhora foi encontrada na cena de uma assassinato dentro da sua própria casa. Um flagrante foi efetuado e podem passar um bom tempo atrás das grades. Estamos atrás da arma do crime para analisarmos e concluir o caso.

ANTONIA – Se tivéssemos matado o meu marido estaria com a faca na mão, como poderíamos esconder tão rápido assim?

DANNA – Como a senhora sabe que foi uma faca?

ANTONIA ESTALA OS OLHOS E ENGOLE SECO. NELA.

CORTA PARA:

CENA 10.  DELEGACIA. SALA DE ESPERA. INT. DIA.

PETER SE APROXIMA DE ARTUR.

PETER – O Theo está lá fora, ele me disse que o Luke estava na mansão, disfarçado ontem a noite.

ARTUR – E onde ele está? Devemos levar essa informação aos detetives.

PETER – O Theo estava com ele na hora da morte do Albert. Eu preciso que você resolva isso. Ele está no antigo galpão, amarrado e amordaçado. Arranca dele o motivo dele ter ido até lá e o que estava procurando.

ARTUR CONSENTE E LOGO SE RETIRA. DOMINIC APROXIMA-SE, JÁ TROCADA. 

DOMINIC – Obrigado por pedir para seu motorista me trazer novos trajes, não aguentava mais o peso daquele vestido. (T) Cadê o Artur? Aonde ele foi?

PETER – Ele foi resolver um pequeno problema, não vamos esticar esse assunto. O advogado já deu notícias, disse que a fiança pode sair á qualquer momento.

DOMINIC – Eles não estão oficialmente presos.

PETER – Estão pelo flagrante do assassinato de Albert Firtz.

ELES SE OLHAM, PREOCUPADOS. NELES.

CORTA PARA:

CENA 11. MANSÃO HOWLING. INT. DIA.

FLORA PROCURA POR ALGUÉM, PELA CASA INTEIRA. ELA OBSERVA O AMBIENTE VAZIO, APENAS OS FUNCIONÁRIOS CIRCULAM. 

FLORA – Ei, alguém viu a Isabel?

FIGURANTE EMPREGADA – Não senhora, não a vimos desde ontem.

FLORA – Onde estão os Howling?

FIGURANTE EMPREGADA – Não ficou sabendo senhora?

FLORA – Do que?

FIGURANTE EMPREGADA – Eles foram presos pelo assassinato do Sr. Firtz!

CLOSE EM FLORA, CONFUSA.

CORTA PARA:

CENA 12. DELEGACIA. SALA DOS DETETIVES. INT. TARDE.

SAM E DANNA ANALISAM AS NOVAS FOTOS NO MURAL E REFLETEM SOBRE O CASO.

SAM – O Henri Howling está jogando a culpa em um fantasma, que queira destruir sua imagem e seus negócios, mas não tem inimigos o suficiente para ser vítima de uma vingança sórdida.

DANNA – A Sra. Howling está apertando na mesma tecla, eu acredito que eles já tinham essa história antes. Eu acredito que eles são os culpados, tem algo que não está batendo.

SAM – O que não estaria? O que eles estão escondendo?

DANNA – Algo maior do que possamos imaginar, se eles desconfiam dessa teoria, então tem alguém com motivos o suficiente para matar pessoas e incriminá-los.

SAM – Ou eles estão usando essa teoria para se safar de pagar pelos seus crimes. E eles podem conseguir.

DANNA – Temos quantas horas até que o advogado deles entre pela aquela porta e os levem para casa?

SAM – Apenas quatro horas!

ELES SE OLHAM, TENSOS.

CORTA PARA:

CENA 13. GALPÃO. INT. TARDE.

ARTUR ENTRA E FICA FRENTE A FRENTE COM LUKE. THEO SE APROXIMA E RETIRA A MORDAÇA.  

LUKE – O que ele está fazendo aqui? Não consegue desovar um corpo sozinho Theo?

THEO – Não estamos aqui para isso.

LUKE – Não? Então por que ainda estou amarrado aqui?

ARTUR – Porque temos umas perguntar para fazer e você só irá sair quando responder todas.

LUKE – Eu não tenho nada para dizer pra você. O que tínhamos para conversar te deixou uma cicatriz e ela é a lembrança do ponto final.

ARTUR - Não é um ponto final seu merda. Responde, o que você estava procurando? O que você quer da mansão Howling? O que você procurava da Vaiola?

LUKE OLHA PARA ARTUR E ENGOLE SECO. THEO OBSERVA OS DOIS.

CORTA PARA:

CENA 14. MANSÃO HOWLING. QUARTO. INT. DIA.

FLORA ABRE A PORTA DO QUARTO DE ISABEL E O VÊ ORGANZIADO E VÁZIO.

FLORA – Isabel? Isabel?

NINGUÉM RESPONDE. ELA ENTRA E FECHA A PORTA.

CORTA PARA:

CENA 15. FLASHBACK. SÓTÃO. INT. NOITE.

NOVA IORQUE.

2002.

FLORA ESTÁ SENTADA OLHANDO PELA JANELA, LÁGRIMAS ESCORREM DE SEUS OLHOS. ELA OBSERVA O ENORME JARDIM. A PORTA DO SÓTÃO SE ABRE E TOBY ENTRA.

TOBY – Boa noite meu amor, eu te trouxe sua janta do jeitinho que você gosta.

FLORA – Não estou com fome, estou cansada, eu só quero sair daqui. Você não é o meu dono, eu sou livre.

TOBY – Eu sou o seu dono, você pertence a mim e de mais ninguém. Entenda isso de uma vez por todas, é por essas e outras que você está presa aqui.

FLORA – Estou presa aqui porque você é um psicopata filha da puta. Um monstro!

TOBY JOGA A BANDEJA CONTRA A PAREDE, ESPATIFANDO TODA A COMIDA AO CHÃO. FLORA SE ASSUSTA E ESCONDE SEU ROSTO. ELA COMEÇA A CHORAR.

TOBY APROXIMA-SE DE FLORA E ALCANÇA SEU PESCOÇO. FLORA LUTA PARA QUE ELE LHE SOLTE, ENQUANTO PERDE O AR.

TOBY – Você é minha e de mais ninguém. Eu sou o seu dono e faço o que eu quiser com você, sua cachorra desgraçada. Maldita! (T) Não vê que faço isso porque te amo? Por que é tão difícil assim para você?

TOBY SOLTA FLORA, JOGANDO-A AO CHÃO. ELA RECUPERA O AR E FIXA SEU OLHAR EMBAIXO DA CAMA, VENDO UMA FACA DE PLÁSTICO. FLORA OLHA PARA TOBY, VENDO AS CHAVES PENDURADAS NO BOLSO DELE. ELA FITA AS CHAVES E OBSERVA A FACA DE CANTO DE OLHO.

TOBY – Agora come toda essa merda do chão e quando eu voltar, espero que esteja boazinha, que hoje você vai cumprir o seu papel de esposa.

CORTA PARA:

CENA 16. MANSÃO HOWLING. QUARTO. INT. TARDE.

FLORA OBSERVA O QUARTO, SEUS OLHOS MAREJAM. ELA TENTA ESQUECER OS FLASHBACKS, MAS ELES VOLTAM A TODO MOMENTO COM FORÇA.

FLORA – Que gatilho. Que gatilho. Eu fugi para me esquecer disso e agora me encontro presa nesse inferno de novo. Estou farta disso tudo, estou cansada disso tudo!

FLORA OLHA PELO QUARTO, LÁGRIMAS ESCORREM DE SEUS OLHOS. COM RAIVA, ELA SOLTA UM GRITO E JOGA TUDO QUE ESTAVA EM CIMA DA PENTEADEIRA NO CHÃO, QUEBRANDO-OS.

FLORA – Eu não sou a culpada, a minha beleza não é a culpada, a minha roupa não é a culpada. Ele deveria me amar, ele deveria cuidar de mim, ele deveria me respeitar. Eu não sou posse de ninguém, eu não sou posse de ninguém!

GRITA ELA, AO RODAR PELO QUARTO DE ISABEL, QUEBRANDO TUDO QUE VÊ PELA FRENTE. ELA JOGA OS QUADROS CONTRA A PAREDE. DESARRUMA A CAMA DA EMPREGADA, JOGA OS TRAVESSEIROS NO CHÃO.

FLORA – Como você pode Isabel, fazer algo tão sujo comigo? Como você pôde compactuar com tudo isso? Malditos!

FLORA ENTRA NO CLOSET E JOGA TUDO PARA O CHÃO, ELA RASGA ALGUMAS ROUPAS DE ISABEL, QUEBRA ALGUMAS GAVETAS AO TACAR NA PAREDE. FLORA CAI EM MEIO AO CLOSET, AOS PRANTOS. ELA SE OLHA NO ESPELHO E SE VÊ, DEVASTADA, DESTRUÍDA.

FLORA – Ninguém merece passar por isso. Ninguém!

FLORA FITA UMA CAIXA DE MADEIRA, ELA A PEGA E ARREMEÇA CONTRA O ESPELHO, ESPATIFANDO-O. A CAIXA CAI E QUEBRA, REVELANDO O DIÁRIO DE VAIOLA. FLORA NÃO PERCEBE E VOLTA A DEITAR EM POSIÇÃO FETAL, AOS PRANTOS.

CORTA PARA:

CENA 17. GALPÃO. INT. TARDE.

THEO VOLTA.

THEO – Ele já começou a falar?

ARTUR – Não, ele está guardando. Está na hora de usar outra técnica.

THEO – Do que você está falando? Quer machucar ele?

ARTUR – O que foi?  Quer ficar do lado do seu amigo?

THEO – Não, mas não concordo com tortura.

ARTUR – Então vai embora, vai agora. Fique de prontidão na delegacia, eles podem precisar de você.

THEO SE RETIRA, PENSATIVO E TENSO. ARTUR OLHA FIXO PARA LUKE, QUE TAMBÉM O OLHA.

CORTA PARA:

CENA 18. MANSÃO HOWLING. QUARTO. INT. TARDE.

FLORA LEVANTA-SE DO CHÃO E OLHA O LOCAL. ELA SE RECOMPÕE. AO PASSAR PELOS CACOS DO ESPELHO FLORA OBSERVA O LIVRO CAÍDO AO LADO.

FLORA – O que é isso? 

FLORA PEGA O LIVRO E O FOLHEIA ELA ESTALA OS OLHOS AO VER O NOME DE VAIOLA. FLORA SAI CORRENDO DO QUARTO.

CORTA PARA:

CENA 19. DELEGACIA. SALA DE ESPERA. INT. TARDE.

DOMINIC SE APROXIMA COM DOIS COPOS DE CAFÉ. PETER PEGA UM DOS COPOS. THEO APARECE NA PORTA DA DELEGACIA, CHAMANDO A ATENÇÃO DE PETER.

ELE SE LEVANTA E SAI. CLOSE EM DOMINIC QUE OBSERVA A MOVIMENTAÇÃO. DANNA SAI DE SUA SALA E PASSA PELA SALA DE ESPERA. DOMINIC A ALCANÇA.

DOMINIC – Detetive Danna?

DANNA – Sim, posso ajudar?

DOMINIC – Eu sou amiga dos Howling, eu queria saber se posso visitar a Antonia. Eu só preciso falar por alguns minutos com ela.

DANNA – Eu sinto muito, mas a Antonia não está disponível para visita. Ela está passando por um interrogatório.

DOMINIC – Isso faz horas, a lei permiti todo esse tempo dentro de uma sala escura, sem ventilação apropriada, uma refeição de classe. Que lugar é esse?

DANNA – É uma delegacia e não um hotel de luxo senhora, licença!

DANNA SE RETIRA. CLOSE EM DOMINIC, IRRITADA.

CORTA PARA:

CENA 20. ESTACIONAMENTO. EXT. TARDE.

THEO E PETER ESTÃO PRÓXIMOS, FALANDO BAIXO SEM QUE OS POLICIAIS OS ESCUTEM.

THEO – Estou preocupado, acho que devíamos pensar no plano b que falamos ontem.

PETER – E deixar minha família pegando fogo, sem olhar para trás? Você está louco?

THEO – Eu te amo Peter e não quero te ver atrás das grades. O que fizemos naquela noite foi arriscado e á qualquer momento podemos estar aí dentro, sendo torturados e chegando ao limite. Não quero que nós dois acabemos aqui.

PETER – Me escuta, Theo, isso nunca vai acontecer. Vamos concertar tudo isso!

THEO – E se não conseguirmos?

PETER – Você sabe de algo?

THEO – Eu o quero salvar, salvar nós dois. Alguém precisa pagar por esses crimes e não deve ser a gente. Vamos embora Peter, vamos fugir e sermos felizes.

PETER – Não... Não, isso está fora de cogitação!

PETER SE AFASTA DE THEO. CLOSE EM THEO, COM OS OLHOS MAREJADOS.

CORTA PARA:

CENA 21. RIVERWOOD. EXT. NOITE.

MOSTRA-SE O SOL SE PONDO. FLORA CORRE EM DIREÇÃO AO BAR DE LUKE, NO QUAL ENCONTRA-SE FECHADO. FLORA BATE NA PORTA E JANELAS, TENTANDO ENXERGAR ALGO. ELA CORRE PARA OS FUNDOS E EMPURRA A PORTA, QUE ESTÁ ABERTA.

FLORA – Luke? Luke? Como ele sai e deixa a porta aberta? Luke?

ELA ENTRA NO BAR E ACENDE A LUZ, VENDO O LUGAR VAZIO. FLORA EXPLORA O LUGAR, ATÉ SUBIR AS ESCADAS E ABRIR UMA PORTA, QUE AO ABRIR, UM NOVO FLASHBACK COMEÇA.

CORTA PARA:

CENA 22. FLASHBACK. SÓTÃO. INT. NOITE.

NOVA IORQUE,

2002.

FLORA ESTÁ SENTADA EM SUA CAMA, ELA OBSERVA A FACA DE PLÁSTICO EM SUA MÃO COM A PONTA AFIADA, ESCONDENDO-A NO LENÇOL.

A PORTA DO SÓTÃO É ABERTA E TOBY ENTRA, LOGO A FECHA. ELE COLOCA A CHAVE EM SEU BOLSO. FLORA OBSERVA.

TOBY – Está pronta?

FLORA – Eu estando pronta ou não, você vai fazer do mesmo jeito.

TOBY – Não fala assim Flora, posso começar a não comparecer.

FLORA – Isso seria um alívio. O novo que eu sinto de você. Eu te odeio, Toby!

TOBY SE APROXIMA DE FLORA, SENTANDO-SE NA CAMA.

TOBY – Eu te amo, Flora. Vou te amar para sempre!

FLORA O OLHA, LÁGRIMAS ESCORREM DE SEUS OLHOS.

TOBY – Vou ter que fazer a força de novo?

FLORA – Não, hoje eu quero ir por cima.

TOBY SORRI. FLORA LEVANTA-SE E TOBY DEITA-SE. ELA ESCONDE A FACA ATRÁS DE TI. FLORA SOBE EM CIMA DE TOBY, VISIVELMENTE ENOJADA ELA SE APROXIMA DA BOCA DELE E COMEÇA A BEIJA-LO, LEVANDO SUAS MÃOS A CALÇA DELE, NO QUAL ELA COMEÇA A ABRIR.

TOBY – Isso sua cadelinha, faz o que eu mando. Mama o seu macho!

FLORA VAI DESCENDO E OLHA PARA O PÊNIS ERETO DE TOBY. ENOJADA ELA OLHA PARA FORA E SE IMAGINA LIVRE. TOBY A OLHA.

TOBY - Me chupa sua vagabunda!

FLORA – Ah, meu marido, aprenda a pedir com carinho. Não vai ser me xingando que eu vou parar.

FLORA COMEÇA A FAZER SEXO ORAL EM TOBY, ELE DEITA-SE OLHANDO PARA O TETO E COMEÇA A GEMER. CLOSE NOS OLHOS DE FLORA, QUE MAREJAM, ELA OS APERTA COM SINAL DE ÓDIO.

FLORA MORDE A CABEÇA DO PÊNIS DE TOBY, QUE COMEÇA A GRITAR DESESPERADAMENTE, PUXANDO O CABELO DE FLORA PARA TIRÁ-LA.

FLORA ARRANCA COM OS DENTES UM PEDAÇO DO PÊNIS E O COSPE PARA FORA. CLOSE EM SUA BOCA SUJA DE SANGUE E O PÊNIS DE TOBY SANGRANDO, FAZENDO O PRÓPRIO GRITAR DE DOR.

COM RAIVA TOBY AGARRA O PESCOÇO DE FLORA, ELA RAPIDAMENTE EMPUNHA A FACA DE PLÁSTICO E FURA UM DOS OLHOS DE TOBY, QUE A SOLTA DESESPERADO E GRITA DE DOR.

FLORA PEGA O CHAVEIRO DENTRO DO BOLSO DA CALÇA DE TOBY E TENTA ABRIR OS CADEADOS, DESESPERADA. ELA CONSEGUE SOLTAR UMA DAS PERNAS DAS CORRENTES E VAI PARA A PRÓXIMA.

CLOSE EM TOBY QUE LEVA SUAS DUAS MÃOS A FACA E NUM MOMENTO DE CORAGEM, ARRANCA A FACA DE SEUS OLHOS. ELE JOGA A FACA LONGE. SEU ROSTO ESTÁ COBERTO DE SANGUE, ASSIM COMO SUAS GENITALHAS. ELE TENTA ALCANÇAR FLORA, QUE ESCAPA DE SUAS GARRAS E DAS CORRENTES.

ELA CAI AO CHÃO, SE ARRASTANDO ATÉ A PORTA. TOBY GEME DE DOR, MAS TENTA ALCANÇA-LA.

TOBY – Eu vou te matar sua desgraçada. Maldita!

FLORA – Isso é o que você merece por ter me agredido e me estuprado durante os últimos meses. Você merece o pior, você merece a morte seu psicopata desgraçado. Mas não, eu não vou te matar porque o castigo vai ser maior agora que você não tem mais pau pra meter em ninguém, maldito.

FLORA ALCANÇA A PORTA E A ABRE. ELA SAI CORRENDO. CLOSE EM TOBY, PERDENDO AS FORÇAS.

TOBY – FLORA! FLORA! FLORAAAAAAAAAAAAAAAAA!

ELE GRITA, DESESPERADO ENQUANTO SANGRA.

CORTA PARA:

CENA 23. BAR DE LUKE. APARTAMENTO. INT. NOITE.

CLOSE EM FLORA OLHANDO PELA JANELA, OBSERVANDO A CIDADE, SEGURANDO O DIÁRIO DE VAIOLA EM SEU PEITO.

CORTA PARA:

CENA 24. DELEGACIA. SALA DE INTERROGATÓRIO. INT. NOITE.

HENRI ESTÁ VISIVELMENTE ESGOTADO. SAM O OBSERVA.

SAM – Fala a verdade, Henri. Você foi flagrado na cena de um crime e ainda tinha a sua carteira no local de um acidente forjado. Dois homens ligados á você. Por que eles estão mortos?  Quem os matou?

HENRI COMEÇA A CHORAR. ELE OLLHA PARA SAM.

HENRI – Eu não os matei. Eu quero sair daqui. Me tirem daqui!

A PORTA DA SALA SE ABRE, REVELANDO O ADVOGADO.

SAM – Quem é você?

ADVOGADO – Vim interromper essa interrogação e levar meu cliente para casa. Henri, a fiança está paga. Vamos?

SAM SE APROXIMA DE HENRI E TIRA SUAS ALGEMAS. HENRI E SAM SE OLHAM, TENSOS.

CORTA PARA:

CENA 25. DELEGACIA. SALA DE INTERROGATÓRIO. INT. NOITE.

ANTONIA LEVANTA-SE DA CADEIRA E VAI EM DIREÇÃO A PORTA. CLOSE EM SAM, HENRI E SEU ADVOGADO NA PORTA. ANTONIA OLHA PARA DANNA E SORRI E LOGO SE RETIRA.

SAM ENTRA NA SALA E OS DEIXA PARTIR. ELE E DANNA SE OLHAM.

SAM – O dia inteiro sendo enrolado por esses dois e enfim conseguiram a fiança. Esse caso vai sair das nossas mãos.

DANNA – Não, não vai. Vamos solicitar um mandato, precisamos vasculhar aquele lugar de cima a baixo.

SAM E DANNA SE OLHAM, ESPERANÇOSOS.

CORTA PARA:

CENA 26. GALPÃO. INT. NOITE.

ARTUR SOCA LUKE, QUE ESTÁ TOTALMENTE ENSANGUENTADO, COM SEU ROSTO TOTALMENTE MACHUCADO.

ARTUR – Fala seu merda, abre a boca. O que você ainda quer da Vaiola? Não bastou tirar a vida dela?

LUKE – E você? Não bastou... (COSPE SANGUE) não bastou ter estuprado ela, você tinha que matá-la?  Assassino, psicopata.

ARTUR FICA COM MAIS RAIVA E COMEÇA A SOCAR LUKE SEM PARAR. SOCO ATRÁS DE SOCO, ATÉ QUE A CADEIRA CAI E LUKE NÃO DÁ MAIS NENHUMA RESPOSTA. 

CLOSE EM ARTUR, PERTURBADO. ELE OBSERVA LUKE AO CHÃO.

CORTA PARA:

CENA 27. CARRO. ESTRADA. INT. NOITE.

ANTONIA, DOMINIC, HENRI, PETER E THEO ESTÃO NO CARRO. 

ANTONIA – Eu só quero um banho e descansar. Não consigo pensar em mais nada.

HENRI – Amanhã começaremos a caça, atrás do desgraçado que quer nos incriminar. Agora sim temos muito trabalho pela frente!

DOMINIC – Pelo menos um de nossos negócios ainda estão em segredo. Tive a confirmação que Lauren morreu depois da minha vista de ontem. Eles não vão nos pegar!

ELES SE OLHAM, PENSATIVOS.

PETER – Agora aguardaremos a próxima vítima, até pegarmos esse maldito assassino.

NELE.

CORTA PARA:

CENA 28. FLORESTA. EXT. NOITE.

SONOPLASTIA ON – THE WORLD WE MADE – RUELLE.

CLOSE EM LUKE DENTRO DE UMA COVA RASA. ARTUR COBRE O CORPO DO HOMEM DESESPERADO. TRÊMULO.

ARTUR – O que eu fiz? O que eu fiz? Eles vão me matar. Eles vão me matar.

ARTUR CONTINUA COBRINDO O CORPO DE LUKE EM DESESPERO.

CORTA PARA:

CENA 29. MANSÃO HOWLING. JARDIM. EXT. NOITE.

SONOPLASTIA ON – THE WORLD WE MADE – RUELLE.

THEO ESTACIONA O CARRO ENQUANTO PETER, ANTONIA E HENRI PARAM NA ESCADA.

ANTONIA – Eu não posso acreditar que ele faria isso. Não contra a gente!

PETER – Ele afastou-se desta casa, dessa família, não é confiável. Ele é o único envolvido com a Vaiola e que se vingaria.

HENRI – Não posso acreditar que o Luke faria isso, é por isso que eu nunca disse o nome dele.

PETER – Parem de o enxergar dessa forma, o Luke é perigoso e capaz de fazer tudo isso para se vingar de vocês, de tudo que fizeram com a Vaiola.

ANTONIA – Não Peter, o Luke é o nosso filho, ele não arquitetaria esse plano de vingança contra a gente. Temos nossa rivalidade, mas sei que esse não é os meios do meu filho!

HENRI – O conhecemos e sabemos que ele não faria isso, nunca.

ELES SE OLHAM. THEO SE APROXIMA. ELES SOBEM AS ESCADAS E VÃO ATÉ A PORTA.

CORTA PARA:

CENA 30. MANSÃO HOWLING. SALÃO PRINCIPAL. INT. NOITE.

SONOPLASTIA ON – THE WORLD WE MADE – RUELLE.

ELES ABREM A PORTA. CLOSE NA REAÇÃO DE THEO, PETER, HENRI E ANTONIA, CHOCADOS. OS OLHOS DE ANTONIA MAREJAM.

ANTONIA – Não pode ser que esse horror esteja acontecendo. Não pode ser!

ELES OBSERVAM A CENA. A CAM SE VIRA EM DIREÇÃO AO QUE ELES OBSERVAM, REVELANDO ISABEL PENDURADA EM UMA CORDA QUE PASSA PELO SEU PESCOÇO CORTADO, ESCORRENDO SANGUE.

OS QUATRO OLHAM PARA O CHÃO, VENDO A POÇA DE SANGUE. CLOSE NAS COROAS DE FLORES ATRÁS DO CORPO DE ISABEL. ANTONIA, HENRI, PETER E THEO APROXIMAM-SE. SEUS OLHOS MAREJAM AO LER.

ANTONIA: “O INFERNO É AQUI E EU ESTOU NO COMANDO. QUEM SERÁ O PRÓXIMO A PAGAR? –V”

PETER/HENRI/THEO – V? VAIOLA?

ELES SE OLHAM TENSOS.

CORTA PARA:

CENA 31. CASA BLY. HALL. INT. NOITE.

SONOPLASTIA ON – THE WORLD WE MADE – RUELLE.

ARTUR ENTRA NA CASA, ESTÁ TODO SUJO DE TERRA. DOMINIC DESCE AS ESCADAS DESESPERADA. ELA OLHA PARA O SEU FILHO E PREOCUPA-SE.

DOMINIC – O que você fez com o corpo? Onde escondeu?

ARTUR – O que? Como a senhora sabe? Eu... Eles sabem né? Eles vão me matar mamãe.

DOMINIC – Do que você está falando? Quem vai te matar?

ARTUR – Eu matei o Luke e o enterrei na floresta.

DOMINIC (CHOCADA) – O que? (seus olhos marejam).

ARTUR – Não era sobre isso?

DOMINIC – É muito pior do pensei. Muito pior. A Rebeca, ela sumiu, não está em casa, eu achei que você tinha a matado. Meu filho, o que você fez?

CLOSE EM ARTUR CHOCADO E PERDIDO. EM DOMINIC DEVASTADA, TOTALMENTE PREOCUPADA.

CORTA PARA:

CENA 32. BAR DO LUKE. APARTAMENTO. QUARTO. INT. NOITE.

SONOPLASTIA ON – THE WORLD WE MADE – RUELLE.

CLOSE EM FLORA SENTADA NO MEIO DA CAMA DE LUKE. ELA ABRE O DIÁRIO DE VAIOLA E COMEÇA A LER.

A CAM PERCORRE PELA CAMA, TERMINANDO A CENA EMBAIXO DA CAMA, REVELANDO UM DOCUMENTO ESCRITO LUKE CRAIN HOWLING.

CORTA PARA:

CENA 33. FLORESTA. EXT. NOITE.

SONOPLASTIA ON – THE WORLD WE MADE – RUELLE.

ALGUÉM DE PRETO RETIRA O CORPO DE LUKE DE BAIXO DA TERRA E O PUXA PELOS PÉS EM MEIO A FLORESTA. CLOSE NO SEMBLANTE DO GAROTO, ENSANGUENTADO COBERTO DE TERRA.

FIM DO EPISÓDIO...



A Beleza Que Há Em Mim

Temporada 1 | Episódio 5

 

Criado e Escrito por:

Bruno Rodrigo

 

Elenco:

Flora Miles

Vaiola Davis

Antonia Howling

Henri Howling

Peter Howling

Artur Bly

Rebeca Bly

Dominic Bly

Isabel Perdita

Luke Crain

Theo Wilson

Toby Marin

Ambrouse Hill

Albert Firtz

 

Rajax © 2021 

 


Nenhum comentário:

Postar um comentário

close

menu cel