Exclusivo: Entenda a polêmica sobre “Autor Top” que causou uma grande briga nos grupos do Facebook


 

A confusão durou dias e muita gente ficou sem entender o motivo de tanta discórdia.

 

A semana está agitada na esfera das emissoras do Facebook, isso porque houve um embate entre alguns autores depois que Everton Brito lançou uma sátira roteirizada e posteriormente, uma Carta Aberta a todos do Mundo Virtual evidenciando sua insatisfação com um comentário do autor Vitor Zucolotti. Para que tudo seja esclarecido, vamos começar na origem de tudo.

 

Premiação


No dia 13 de dezembro, domingo, foi ao ar em um grupo do Facebook o Prêmio Gêneros 2020. A cerimônia e a organização do evento foram comandadas por Felipa Lipa, ao vivo, nos comentários da publicação. Aos poucos foram revelados os ganhadores de cada categoria da premiação. Personalidades do MV e conhecidos do Twitter estavam presentes, entre eles Cristina Ravela (proprietária do Blog da Zih) e Vitor Keller (ex-Aster e ex-Asteroides).

 

Ao término, a premiação foi notícia no Blog da Zih com a lista dos vencedores e chamou atenção pelo fato da maioria absoluta dos vencedores ir para o Magapro e a outra maioria a OnTV, além de indicados em categorias de gêneros ao qual não se enquadravam. O critério dos ganhadores foi através de votação aberta, podendo votar quantas vezes quiser.

 

Confronto

 

Débora Costa foi indicada em algumas categorias como Novela do Ano por “E vamos à Luta” e Autora do Ano, mas não levou nenhuma. A autora não compareceu ao evento, mas deixou seu comentário sobre a matéria no BDZ, criticando Felipa Lipa:

 




Minutos depois, Everton Brandão tomou as dores de Felipa e insinuou que Débora estava agindo de incoerência por criticar a premiação atualmente, sendo que no ano anterior, quando ganhou em uma categoria, agradeceu a Felipa pela conquista. Ela respondeu em seguida:

 




Após isso, houveram réplicas, tréplicas e a discussão seguiu. Cristina Ravela também argumentou ao lado de Débora e Brandão defendendo ferozmente a premiação Gêneros:

 




Após isso, surgiu Vitor Zucolotti questionando quem era Everton Brandão, recebendo a mesma pergunta como resposta. E é aí o estopim, para o grande rebuliço a seguir.

 




Horas depois, Everton Brito postou uma mensagem enigmática no grupo dizendo o seguinte: “Depois do hétero top, agora existe o Autor Top no MV. Novo conceito. Será que vem aí?”

Causou alvoroço e muitas pessoas não entenderam do que se tratava; outras começaram a discutir.

Zucolotti fez outro comentário a respeitos de “autores tops” e elogiou novamente Débora Costa:

 “Everton Brandão há os tops autores, por si só são os criativos, bons de escrita, com consciência na hora de criar enredos ... E há os tops fuleiros. Cê nunca viu? Top 10 de livros, ranking , essas coisas? Tem os top fakes ruins... Bons... A Débora Costa tá no ranking, no top 10, atualmente do MV, sabia não?”

 

Carta aberta ao mundo virtual

 

Brito, novamente indignando, postou uma sátira fazendo críticas a determinados comportamentos no Mundo Virtual, onde a personagem principal era Sr. Citina, baseado na figura pública da Zih. E horas depois postou uma carta aberta esclarecendo o motivo de sua insatisfação devido ao comentário de Vitor Zuculotti, reacendendo a discussão.

 




Muitas pessoas continuaram sem entender o motivo real da briga e a equipe da Rajax foi atrás de Everton Brito que aceitou falar com exclusividade sobre o acontecimento. Ele pediu que nada fosse distorcido ou subtraído, por isso, postaremos na íntegra suas falas.


A entrevista

 

Jornalista: Naquele Carta Aberta, você quis levantar a discussão que uns autores desvalorizam outros ou que os mais antigos desvalorizam os mais novos?

 

Everton Brito: Não só isso, eu quis levantar uma questão social, uma problemática que ocorreu no MV, nesse meio, que é essa desvalorização da escrita e desdém por obras que não estejam nesse ciclo.

É sobre essa segregação sócio cultural.

Foi sobre o comentário que todo mundo ignorou, mas os beneficiados se cresceram em cima sem a menor empatia.

 

Jornalista: Essa desvalorização da escrita, você diz respeito às pessoas que vivem elogiando uma obra cheia de erros de português e mal desenvolvida só porque o autor faz parte do seu ciclo de amizade?

 

Everton Brito: Não, é o contrário. É quando você elogia demais uma obra digna de elogios sim, porque eu não pus em jogo a qualidade dessas obras, mas que pra você enaltecer essas obras, você desmerece outras. Você enaltece um autor, ótimo, mas desmerece outros.

Não há anda de errado elogiar, admirar um trabalho, mas não desmerece os outros, não. A escrita, a história. Cada um evolui no seu tempo

E o comentário do print foi problemático, não porque ele elogiou a Débora, mas porque ele desmereceu outros autores, outras histórias. O termo que ele usou revele isso claramente.

O que me deixou pistola foi que eu vi gente ali agradecendo quando lhe convinha, mas ninguém falou "Olha, é legal elogiar, mas não precisa ofender ninguém pra isso".

 

Jornalista: Você pode transcrever o termo que ele usou que evidenciou isso?

 

Everton Brito: “autores fuleiros”.

Não obstante, ele ainda ultrapassou essa atmosfera do MV quando falou de bestsellers e tudo mais. É legal você criticar, é legal você mostrar uma opinião, mas tenta ser mais construtivo, menos imperativo e tosco.

“Ah, mas é por que tem que ser assim, assim, assim, que é o certo, que é o aceitável, que o TOP”, sabe... um dialogozinho chatinho e ultrapassado

 

Jornalista: No caso isso te indignou e te fez postar aquilo. Outra pergunta. Algumas pessoas relataram que esse seu post teve envolvimento e apoio do Megapro. Procede?

 

Everton Brito: Não, porque eu não sou do MegaPro. Eles apoiaram porque quiseram apoiar, os autores de lá, alguns. A MegaPro emissora, não. Porque ela nunca se pronunciou.

 

Discussão antiga

 

Brito levantou uma questão pertinente que está a muito tempo impregnado no mundo virtual: o desmerecimento com a escrita e a história de outros autores, sejam eles trabalhando de modo independente ou vinculado a uma emissora. Valendo elogiar, mas sem ofender o próximo. Críticas construtivas são bem-vindas, mas sem ataques.

 

Everton Brandão, defensor ferrenho da tese de Brito, foi um dos que mais comentou em seu apoio. No entanto, seu histórico contradiz com a sua postura atual.

 

Hannah é uma personagem de Brandão e foi uma das colunistas do polêmico programa “Menina Curiosa” do Megapro. Era responsável pelo “Poc Show”, um quadro onde ofendia e desmerecia o trabalho de outros autores e emissoras e não poupava elogios a sua emissora, Megapro.

 

Brandão também era conivente com os ataques gratuitos, imperativos e toscos de Pedro Gaze (mente por trás da Menina Curiosa) para com outros autores. Ainda faziam questão de vangloriar a alta audiência do programa. Vale lembrar que, se Brandão fosse contra ao show de ofensas e desmerecimentos, teria pedido para deixar a produção após a primeira edição ir ao ar.


Lady Hannah no Poc Show (Megapro)










Hannah (Brandão) elogiando uns e desmerecendo outros

 


Não só Everton Brandão, mas segundo relatos de autores que já passaram pelo Megapro afirmam que as ofensas e desmerecimentos por obras que não fazem parte da emissora são comuns por lá. E vão além, com direito a piadas depreciativas sobre a aparência física, supervalorização de histórias e escritores da casa e incentivos de tais práticas pelo dono.

 

Cristina Ravela também já foi apontada por alguns autores, a maioria do Megapro, por desmerecer obras fora do seu círculo de amizade, mascarado de crítica em seu blog.

 

Na esfera do Twitter, Érika G. já causou revolta com suas análises que caçoam das histórias que não obedecem seu critério pessoal de qualidade e narrativa, segundo alguns twitteiros. A colunista do Adoro Web já bateu boca com autores que se sentiram ofendidos com suas opiniões ou por discordarem do conteúdo da crítica.  

 

O outro lado

 

Nossa equipe também entrou em contato com Vitor Zucolotti para ouvir seu lado da história. Ele foi breve e pediu para que pesquisássemos no grupo do Facebook as coisas que foram ditas. Disse também que não gostou do ataque a Débora Costa e por isso se manifestou.

 

Zucolotti deixou um depoimento no grupo afirmando que o MV na sua época as pessoas se respeitavam e que o MV atual é meio nebuloso:

“É muita gente querendo aparecer a custa de picuinha, de briga, de desmerecer o outro. De alfinetar pra machucar, sabe? Não há preocupação em dar toques, dicas, sugestões...”

 

E terminou dizendo: “(...) uma coisa, só pra lembrar: quantidade não é e nunca será qualidade.”, em resposta a Everton Brandão que afirmou que o Megapro é a que mais produz no MV. Afirmativa essa que é falsa, pois o posto de maior produtora está entre Almanaque Novelas e Ranable Webs no ano de 2020.

 

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