Conversa com Théo | Entrevista com Mú Carvalho, Tony e Fabs


 

SONOPLASTIA – A VOLTA DE UMA ESTRELA – MU//

 

THÉO: Boa noite, caros leitores. Já chegamos com um tema musical composto recentemente pelo nosso entrevistado. Hoje no 'Papo de Novela', contaremos com a presença ilustre de Mú Carvalho. Seja muito bem-vindo, é um prazer imenso contar com sua presença.

 


MÚ: Boa noite Théo, e para todos leitores.

 

THÉO: Para quem não sabe, Maurício Magalhães de Carvalho, mais conhecido como Mú Carvalho, é um compositor, instrumentista, pianista, tecladista, arranjador e produtor musical. Junto de seu irmão, Dadi Carvalho, fundou o grupo ‘A Cor do Som’. Desde 1994, Mú trabalha na TV Globo como compositor e produtor musical da emissora, criando trilhas sonoras de diversas novelas, entre elas, os grandes sucessos: ‘Alma Gêmea’, ‘Chocolate com Pimenta’, o remake de ‘TiTiTi’, ‘Êta Mundo Bom!’, ‘A Força do Querer’ e entre outras. Mú, minha primeira pergunta de hoje, é a seguinte; como surgiu o interesse pela música? Quando e como, você começou a compor?

 

MÚ: Cresci numa casa que respirava música. Minha mãe era pianista, minha irmã Heloísa uma grande pesquisadora musical. Sérgio, outro irmão, produziu praticamente todos os discos do Chico Buarque, Dadi, outro irmão, baixista dos Novos Baianos e hoje toca com a Marisa Monte, além d'A Cor do Som, nossa banda e também o Roberto, outro irmão que começou no piano mas depois foi estudar economia. A casa dos meus pais era praticamente um sarau. Muitos cantores, como Jorge Benjor, Roberto Menescal, Marcos Valle, e os Novos Baianos apareciam sempre por lá, e meu pai adorava recebe-los. Mas comecei a tocar com quinze anos, até então eu pintava, óleo e guache sobre telas e papel. Depois de um hiato de uns dois anos sem piano em casa, meu pai comprou pra minha mãe um Kemble, piano de armário inglês. Foi amor a primeira vista. Imediatamente comecei a tocar e compor, as duas coisas nasceram juntas em mim.

 

THÉO: O que te inspira a fazer estas trilhas que marcam época, na TV Globo?

 

MÚ:  Sempre fui apaixonado por música de cinema. Eu comprava aqueles discos de Henry Mancini, Morricone, John Williams... Todos esses compositores são maravilhosos e de certa forma, a música deles foi uma escola pra mim. Em 1978, Caetano Veloso convidou minha banda, A Cor do Som, pra trabalhar com ele no filme A Dama do Lotação, de Neville de Almeida. Foi um deleite pra mim. Antes a gente tinha trabalhado na música de um filme de surf, mas foi A Dama do Lotação que deu o ‘drive’ pra que eu trabalhasse fazendo música pra dramaturgia. Depois veio Os Sete Gatinhos no ano seguinte, fiz um curta metragem também, mas aí A Cor do Som começou a fazer muito sucesso e minha vida passou a ser na “estrada”, shows por todo o Brasil e também Europa e Estados Unidos. A dramaturgia ficou pra trás, ate que em 1994 tive a honra de ser convidado pra ser um dos compositores da casa. Fazer música pra novela é uma escola a parte. Aprendi muito colocando a mão na massa, errando as vezes, mas crescendo sempre e procurando ter “uma cara”, e acho que consegui isso. O Jorge Fernando foi muito importante nessa minha trajetória, eu trabalhei com ele em todas as novelas e minisséries que ele dirigiu. A verdade é que, fazer música pra novela, não dá pra esperar baixar  a inspiração. A gente tem que sentar no estúdio

 

THÉO: Como é feito o processo de criação das trilhas? Há alguma exigência de diretores, roteiristas.. da obra? 

 

MÚ: tive muita liberdade pra propor o que eu queria fazer. É claro que quando recebo a sinopse de uma novela, com o perfil dos personagens, eu procuro conversar com o diretor, com o autor, ouvir um pouco o que eles pensam para o personagem tal, qual o tipo de sonoridade, referencias etc.

 

THÉO: O tema instrumental é feito especificamente para cada perfil de personagem da história?

 

MÚ: Sim, por isso é importante ter esse papo com os diretores e autores. 

 

THÉO: Uma  música que é lembrada até hoje, por muita gente, é a ‘Chococharleston 1 e 2’, que impulsionou diversas cenas cômicas da novela ‘Chocolate com Pimenta’, de Walcyr Carrasco. Como foi criar esta trilha, essa música em especial? Houve algum pedido do Walcyr? Do nosso eterno, Jorge Fernando?

 


MÚ: Essa novela foi um deleite fazer. Tinha tudo que é a minha cara. Choros, Ragtimes, Charlston, aquela pegada dos anos 20, 30. E ainda tive a sorte de fazer a música de abertura com o Aldir Blanc, uma honra pra mim. Esses Chococharlestons foram maravilhosos, marcaram mesmo a novela. Mas novela dirigida pelo Jorge Fernando já nasce com cara de sucesso.

 

THÉO: Como você consegue distanciar ao máximo, as novas notas que você compõe, com as antigas que fizeram enorme sucesso?

 

MÚ: Boa pergunta. Olha, eu até gosto de que as pessoas saibam que a música é minha, quando elas me reconhecem ao ouvi-las, e isso acontece quando você consegue ter uma cara, e de certa forma, a gente revisita um pouco a forma de compor, os arranjos, a sonoridade. Não vejo problema em não me distanciar do que eu já fiz, embora sempre procuro ter um resultado cada vez melhor.

 

THÉO: Recentemente você fez sucesso compondo ao lado de Rodolpho Rebuzzi, a trilha instrumental de 'A Força do Querer', novela de Glória Perez, exibida originalmente pela TV Globo em 2017. Músicas como 'Girls' e 'Be Best' são lembradas até hoje pelo público nas redes sociais. Como foi o processe de criação da trilha desta novela?

 

MÚ: Foi uma grande felicidade esse trabalho. Até então eu só tinha feito novelas das 18 e das 19hs. Aprendi muito alí, outra linguagem, músicas mais longas, de nove, dez minutos, que vão evoluindo. Desenvolvi alí as Emotivas, que tinham uma pegada com uma sonoridade ousada, misturando instrumentos sintéticos com piano, pads e cordas. Deu muito certo. E Rodolpho é um querido, foi muito bom estar com ele nesse trabalho.

 

THÉO: Você já tem um novo projeto pela frente?

 

MÚ: Sim. Acabei de lançar o disco "As Canções Que Fiz para Novelas" e acredito que ninguém tenha criado tantas obras lítero-musicais originais, quanto eu na história da TV Globo. Por isso a relevância desse lançar esse trabalho nas plataformas digitais. Estou finalizando outro disco, de canções também, essas que são sucesso há anos nas rádios do Brasil. Músicas como "Sapato Velho", minha com Claudio Nucci e Paulinho Tapajós,  que o Roupa Nova gravou, outras como "Swingue Menina' e "Semente do Amor", que a Cor do Som gravou, "Magia Troical", enfim, a ideia foi fazer novos arranjos pra essas músicas e lançar nas plataformas. Terão também duas inéditas e o disco se chama "Alegrias de Quintal", deve estar saindo no final de maio ou inicio de junho.

 

THÉO: Perfeito! Desejo muito sucesso para você. Bom.. nosso bate-papo vai se encerrando por aqui. Mais uma vez, foi uma honra contar com sua companhia no programa. Obrigado, volte sempre!



THÉO: Aguentem aí, que está vindo o ‘De Frente com Théo’.

 


THÉO: Boaa noite, Fabs e Tony! Um prazer contar com a companhia de vocês nesta noite magnífica.

 

FABS: Boa noite, Théo. O prazer é todo meu em ter recebido um convite para participar desse maravilhoso programa que é o Conversa.

 

TONY: Boa noite, Théo e Fabs! É muito bom estar com vocês aqui nessa noiteBoa noite, Théo e Fabs! É muito bom estar com vocês aqui nessa noite.

 

THÉO: Minha primeira pergunta de hoje vai ser mais clean. Como está a rotina de vocês? Com o aumento do número de casos e mortes da Covid-19, muitas cidades optaram pelo ‘lockdown’. Foi o caso de vocês? Como é enfrentar a pandemia todo santo dia, para vocês?

 

TONY: Minha rotina está bem parada ultimamente, tenho ficado em casa por conta da covid. Minha rotina tem sido muito chatinha, passo mais tempo siriricando e assistindo séries do que outra coisa, espero que logo eu possa voltar ao batente.

 

FABS: Normal, já me acostumando (infelizmente) com a ideia de lidar com essa pandemia por tempo imprevisto. E sim, a cidade em que eu moro optou pelo lockdown devido ao grande número de casos que está crescendo cada vez mais aqui no estado, é assustador!

 

THÉO: Fabs recentemente, se envolveu num projeto; o Glam, que já foi instinto. Pretende algo novo pela frente? E o Tony, já planeja algum novo desafio em breve?

 

FABS: Sim, o Glam inicialmente era um blog que, como todos os outros, tinha o objetivo de exibir web-produções e se firmar consolidado, mas como nem tudo são flores e os donos perceberam que não tinha futuro... resolvemos abandonar a ideia. Sobre o meu futuro nesse mundo virtual, atualmente eu tirei da gaveta uma antiga sinopse de uma web-novela minha e estou a reformulando. Se eu me interessar pelo conteúdo, pretendo sim retomar ela de vez e quem sabe, postar em algum site.

 

TONY: Olha, ultimamente estou sem projetos por aqui, talvez uma participação em algum reality futuramente que não posso confirmar nem desconfirmar, mas fiquem de olho.

 

THÉO: Papo cult demais para meu gosto. Acho que chega, né? Vamos para uma dose de baixaria? Meninos, vocês acham que tamanho do órgão sexual é documento ou não? Qual a importância dele, numa relação sexual?

 

TONY: Que pena adoro um papo cult, baixaria não é comigo, mas vamos lá! Eu acho que depende, tem muita gay por aí que reclama de pau pequeno, mas sabemos que elas só em uns 15 cm de reto, não vai caber uma rola de 25 cm ali inteira.

 

FABS: 99% de baixaria e 1% de formalidade, saímos do papo ‘cult’ tão rápido kkkkkkk. Olha, considero tamanho uma espécie de documento sim em alguns aspectos, mas acho que isso nunca será critério para satisfação sexual, então se olhar por esse ponto, não. Importância eu acho que nem precisa falar, né? É ele que estimula o prazer.

 

THÉO: Vale tudo quando se está entre quatro paredes? Até mesmo se você conheceu a pessoa há muito pouco tempo?

 

TONY: Se você e o seu parceiro estiverem em sintonia e cada um ciente dos limites um do outro, eu acho que vale sim. Em casos de pessoas que eu acabei de conhecer, geralmente eu prefiro ser cauteloso.

 

FABS: Sim e não, considero algo indefinido. Tudo necessita da entrega, do compartilhamento que vai ter da parte de ambos parceiros, não depende só de uma pessoa. É como se transformássemos a ação em uma peça teatral, onde o foco não é pode ser composto por coadjuvantes, mas sim, por protagonista.

 

THÉO:  O que alguém precisa fazer, para te conquistar?

 

FABS: Eu diria que sou alguém difícil de conquistar, mas fácil de ser conquistado. E o pior de tudo isso é que eu nem sei uma razão exata, é tudo muito natural, sabe? Tudo isso tem que ser formado através de um longo processo, e como eu insinuei anteriormente, tudo vai se conquistando a partir de ações habituais, onde você cria uma relação de carinho, mas mesmo assim não deixa de lado as brincadeiras, as críticas e tudo mais. É um pouco difícil de entender, mas é quase isso.

 

TONY: Ter um pau grosso já é suficiente, mas dinheiro é muito importante também, preciso de um macho que me satisfaça na cama e me sustente.

 

THÉO: Vocês têm, ou já tiveram vontade de fazer alguma posição especial na cama?

 

TONY: Já tive vontade de sentar na pica e girar que nem beyblade, acho que seria incrível a sensação.

 

FABS: *** até.

 

THÉO: Por último! Qual fantasia sexual, vocês desejam executar!?

 

FABS: A de freira.

 

TONY: Ai, eu tenho muita fantasia com homens fardados, quando vejo um bombeiro ou policial chega meu grelo lateja tão forte que causa um terremoto de 7 graus na escala Richter, imagino o policial introduzindo aquele cacetete bem fundo em mim.

 

THÉO: Seguindo na baixaria, vamos para o ‘Brocha ou Goza’!

 


THÉO: Em 'Totalmente Demais', Arthur (Fábio Assunção) e Jonatas (Felipe Simas) disputaram o coração de Eliza (Marina Ruy Barbosa): com quem vocês ficariam e gozariam muito?

 


TONY: Com os dois, Arthur tinha dinheiro e eu sou louco por um daddy, então Arthur na boca e Jonatas no cu e os dois podem revezar me girando que nem aqueles frangos assados que ficam rodando na vitrine.

 

FABS: Ah, vai o Felipe (Jonathas) mesmo (só pra não ficar sem resposta). Off: o Rodrigo >>>>>>>

 

THÉO: Entre os irmãos Danton e Selton Mello, para quem vocês gozariam?

 



FABS: Lógico que o Selton.

 

TONY: Por mim podem vir os dois Mellos ao mesmo tempo, onde cabe um cabe dois.

 

THÉO: E por fim, temos Tony Ramos e Lima Duarte: Prontos para gozarem muito?

 



TONY: Ai confesso que sempre tive vontade de explorar aquela floresta amazônica do Tony, deve ter umas 50 gays perdidas naquele mato, gostaria de desbravar aquele ambiente e encontrar todas ela.

 

FABS: Error404.

 


THÉO: Irei iniciar pegando leve. Estamos praticamente na metade do jogo, do início até agora, alguma opinião mudou para vocês em relação à algum participante? Se sim, poderiam nos contar mais sobre ela?

 

TONY: Mudou sim, eu torço pela Juliette desde o inicio, mas quando aconteceu toda aquela treta envolvendo a Karol e o Lucas eu passei aa dmirar as atitudes de Gil e Sarah e defender ele e a Juliette, uma pena que ao longo do jogo eles dois se perderam muito e a Sarah se revelou uma cobra que joga por conveniência na tentativa de acerta o que o público tá querendo.

 

FABS: Bom certeza a minha sobre a Sarah foi a que mais mudou. Depois de umas semanas no jogo, foi se juntando com quem não devia e mostrando uma falsa. Sem contar nos absurdos ditos por ela no PPV, né? Enfim, decepção total.

 

THÉO: No momento, quem vocês querem ver fora do jogo o mais rápido possível!?

 

FABS: Aquele crossfiteiro desgraçado e o Rodolffo. Com essa torcida que o segundo citado tá ganhando, não é nada difícil ele ir parar na final.

 

TONY:  Isso muda toda hora oq tem muita gente ali que eu sinto um ranço enorme, semana passada era o Caio, atualmente tá sendo a Sarah.

 

THÉO: Não ganha de jeito nenhum, mas amo muito.

 

TONY: Thais é própria encarnação da briófita, gosto do memes dela, mas com certeza ela não ganha.

 

FABS: Eu diria a Camilla, amo muito ela, mas acho que “não ganha de jeito nenhum” é uma frase muito forte onde ela não se enquadra. Ninguém sabe o futuro do jogo, ela pode ganhar mais favoritismo ou não, enfim...

 

THÉO: Semana passada Ted e Mat, ousaram na criatividade, vamos ver se vocês seguirão da mesma forma. Selecionei emojs, vocês terão direito de escolher apenas um. Dentro de cada emoj, contém 3 amigos (ou não) de vocês, e 3 participantes do BBB21. O que vocês precisam fazer? ‘Ligar’ um amigo seu, com algum participante do Big Brother. É obrigatório se justificar, e revelar o motivo de sua escolha. — lembrando que ‘ligar’ quer dizer que você considera que ‘tal amigo’ seu, tem pensamento, ou age igual ‘tal participante’ da edição. Preparados? Os emojs são: 🌹🦉🍎🎭🥝🍷.

 

TONY: Eu escolho a Coruja.

 

THÉO: Na taça, contém Karol Conká, Thaís e Juliette, além de Tedinho, Ágata e Gabriel.

 

TONY: Karol Conká e Gabriel, só pq já presenciei momento em que a Cubriela surtou em jogos e reality por não ter ganhado, isso muito me lembro o ego ferido da mamacita, fora que ela falsa, chata, burra, insuportável, deprimente, desprezível, medíocre, desgraçada, fodida e mentirosa. Juliette é Ágata, Ágata pq as duas são mulheres nordestinas de opinião forte e que incomodam gente podre. Ted e Thaís, pq as duas são irrelevantes, sem sal, vivem correndo atrás de macho e sendo esnobadas e pisadas.

 

THÉO: Gente kkkkkkkk. Pode ir, Fabs.

 

FABS: Eu escolho a Taça de Vinho.

 

THÉO: Camilla de Lucas, João e Nego Di, além de Xuan, Mat e Marian.

 

FABS: Camilla de Lucas - Xuan: Acho simpático demais e muito carismático, um ótimo amigo. João - Mat: Também considero uma ótima pessoa e amigo, sempre tá alí do lado. Nego Di - Marian: Não conheço muito bem, vai pelo aspecto "comediante" mesmo kkkkkk.

 

THÉO: Gostei também kkkkk. E depois de um início cult, encerramos numa baixaria total. Obrigado por garantirem a presença, meninos. Foi muito gostoso esse bate-papo com vocês. Voltem sempre!

 

TONY: Eu que agradeço a chance de participar, é uma honra ser chamado e espero um dia poder voltar.

 

FABS: Obrigado mais uma vez pelo convite, Théo. Foi uma honra participar do programa, mesmo com a presença indesejada de uns aí. Enfim, tudo de bom pra você e sucesso, beijos.

 

THÉO: Nós ficamos por aqui, até próxima quinta! Uma ótima noite para todos.

 




Conversa com Théo

Temporada 1 | Edição 2

 

Criado e Escrito por:

Théo

 

Convidados:

Mu Carvalho

Tony

Fabs

 

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