3. O Perigo Mora Em Frente | Totalmente Incorreto




CENA 01. APART DE ROBERT. SALA. INT. NOITE.

Robert sentado à mesa digitando no computador, completamente inspirado. Edward vem do quarto com um livro em mãos. Robert emocionado escrevendo.

EDWARD       —   Você está chorando, Robert? O que aconteceu?

ROBERT        —   Eu estou muito emocionado, sabe?

EDWARD       —   Por quê?

ROBERT        —   (aponta p/ tela do computador) Olha isso! Veja se não é uma obra de arte.

EDWARD       —   Ah, pelo amor de Deus, Robert!

ROBERT        —   Pelo amor de Deus por quê? Você está sendo muito privilegiado ao presenciar a escrita do meu mais novo best-seller!

EDWARD       —   Sabe, às vezes eu fico pensando: o que será que aconteceria com você, se algum dia escrever um fracasso de vendas?

ROBERT        —   Eu aceitaria muito bem.

EDWARD       —   Você? Aceitar uma coisa que não estava em seus planos? Ha, Ha, Ha... Faça-me rir com essa piada.

ROBERT        —   Me ocorreu que você pode achar que eu sou muito orgulhoso.

EDWARD       —   Não só orgulhoso, mas isso também.

Ouve-se BATIDAS na porta.

EDWARD       —   Deixa que eu atendo.

ROBERT        —   Claro, até porque o gênio aqui não pode perder tempo com coisas insignificantes, quando se tem um best-seller a ser escrito.

Edward abre a porta. É Susan.

SUSAN           —   Oi, Edward.

EDWARD       —   Oi, Susan. Entre.

Ela entra e ele fecha a porta.

SUSAN           —   Desculpe aparecer assim de repente.

ROBERT        —   Era só ter gritado do outro lado do corredor que estava vindo aqui. Alguns segundos nos pouparia desse embaraço.

EDWARD       —   Não liga pra ele não. A que devo essa visita?

SUSAN           —   Bom, é que amanhã vai chegar uma mesa de jantar que eu comprei e aí eu queria saber se vocês podem receber para mim?

ROBERT        —   (se levanta e aproxima-se) Me desculpe, Susan. Mas se tem uma coisa que eu não faço são favores.

SUSAN           —   Por quê?

ROBERT        —   Era uma noite de verão/

EDWARD       —   (corta) Eu recebo com o maior prazer!

SUSAN           —   Muito obrigado, Edward. Você é um amor. Toma aqui a cópia da chave.

Ela passa a ele a cópia da chave e sai.

ROBERT        —   Sabia que interromper as pessoas é desagradável?

EDWARD       —   Acho que não é pior do que ser um chato de galocha, que tem que discursar antes de qualquer coisa.

ROBERT        —   Eu apenas ia contar a ela o real motivo pelo qual eu não faço favores.

EDWARD       —   Sabia que você devia ser mais sociável?

ROBERT        —   Eu sou bastante sociável. Eu tenho vinte amigos no meu perfil do Facebook.

EDWARD       —   É, vinte amigos que você nunca viu pessoalmente!

ROBERT        —   É disso que eu mais gosto. Sou fã de tudo que evite o contato humano.

CORTA PARA:

CENA 02. PRÉDIO. PORTARIA. INT. DIA.

Sr. ribeiro ali ouvindo seu radinho tocando Dicró (olha a rima).

SR. RIBEIRO  —   (catando) ...Olha a rima, o negocio é rimar,

Olha rima que dá,
Olha rima, o negócio é rimar

Perigosa é a rima que dá!

Doença que eu não conheço, eu chamo de grungunhanha,

Mulher que namora demais, todos dizem que é ...

Robert e Edward descem a escada.

EDWARD       —   Bom dia, Seu Ribeiro.

SR. RIBEIRO  —   Bom dia.

EDWARD       —   Por acaso chegou alguma encomenda para o apartamento 403?

SR. RIBEIRO  —   Tá pensando que eu não sei?

EDWARD       —   Sabe de quê?

SR. RIBEIRO  —   Do seu plano de fazer favores pra bonitona do 403. Tá a fim de pegar ela, não tá?

ROBERT        —   Pelo amor de Deus! Nós descemos pra pegar o móvel e não ficar de papinho furado!

No rádio, agora vem outra rima.

SR. RIBEIRO  —   (cantando) Rapaz que fala mansinho, e anda muito delicado,

                            Eu fico de olho nele porque pode ser...

O Entregador chega com o móvel em um carrinho.

ENTREGADOR — Entrega para Susan do apartamento 403.

EDWARD       —   Eu recebo.

ENTREGADOR — Assine aqui, por favor.

Enquanto ele assina, o entregador tira o móvel do carrinho, pega a prancheta da mão de Edward e sai.

EDWARD       —   É no quarto andar! Você terá que subir de escada porque o elevador/ Ah, já foi!

ROBERT        —   Quando você aceitou fazer esse favor pra Susan, não estava incluso a hipótese de ter que subir quatro lances de escada com esse móvel pesado.

EDWARD       —   (muxoxa) Ah... Não deve ser tão pesado assim.

Ele tenta levantar o móvel e não consegue. Seu Riberio sorrir.

SR. RIBEIRO  —   (p/si) Fracote.

ROBERT        —   Ótimo! Com a sua força de uma formiga, nós nunca chegaremos ao quarto andar!

EDWARD       —   Por que em vez de você ficar aí falando não vem aqui me ajudar?

ROBERT        —   Tá legal. Pega desse lado que eu pego desse.

Cada um pega em uma das laterais e com dificuldade, conseguem subir um degrau. Seu Ribeiro morrendo de rir.

SR. RIBEIRO  —   (p/si) Como pode hoje em dia só existir fracotes...?

CORTA PARA:

CENA 03. PRÉDIO. HALL DO QUARTO ANDAR. INT. DIA.

Robert aparece subindo com o móvel. Edward na outra extremidade do móvel.

EDWARD       —   (OFF) Espera aí, Robert! Uma pausa prum fôlego que eu tô quase colocando o coração pra fora.

ROBERT        —   Tudo bem. Eu também estou cansado.

Robert solta o móvel e ele desce.

EDWARD       —   Socorro, Robert! Por que você soltou o móvel?

Robert o acode, agora, com Edward subindo até o hall.

EDWARD       —   Por que você soltou o móvel?

ROBERT        —   Você disse que precisava de uma pausa e foi isso que fizemos. Você não achou que eu ficaria parado segurando o peso, achou?

EDWARD       —   Tá, mas daí soltar o peso todo pra eu me ferrar lá em baixo foi bastante humano de sua parte.

ROBERT        —   Não reclame! Você que quis ajudar a Susan na esperança de ter intercurso sexual com ela.

EDWARD       —   Quem disse que eu estou com essa intenção?

ROBERT        —   Eu sei muito mais do que você imagina. Eu cresci vendo minha irmã, um ano mais velha do que eu, ser cortejada por vários homens com essa intenção.

EDWARD       —   Tá, agora me ajuda a colocar o móvel dentro da casa dela, que eu ainda tenho que ir trabalhar.

ROBERT        —   (irônico) Ah, finalmente resolveram te dar um tempo de aula?

CORTA PARA:

CENA 04. APART DE SUSAN. SALA. INT. DIA.

Sala toda desorganizada. Roupas e restos de fast food por toda parte. Eles colocam o móvel ali pelo chão.

ROBERT        —   Santo Deus! Mas o que é isso?

EDWARD       —   Nada demais! A Susan só faz um pouco de bagunça.

ROBERT        —   Um Pouco de bagunça? Até um furacão faz menos estragos do que isso aqui! Olha pra esse sofá.

EDWARD       —   Já se passou pela sua cabeça que nem todo mundo vive de regras?

ROBERT        —   Pois a Susan deveria. Espero que esse seja mesmo o sofá, porque diante de tantos entulhos e roupas espalhadas eu nem sei mais o que é isso!

EDWARD       —   Chega, Robert. Vamos.

Edward sai. Robert a olhar para aquela bagunça. Edward volta e puxa Robert.

EDWARD       —   Vamos.

CORTA PARA:

CENA 05. UNIVERSIDADE. CANTINA. INT. DIA.

Edward, Richard e Jason a caminho da mesa com as bandejas.

RICHARD       —   Cara, não brinca que você conseguiu a chave da casa dela?

JASON           —   Você é o mais... Fera!

EDWARD       —   Eu não conseguir a chave da casa dela do jeito que eu gostaria.

RICHARD       —   E o que isso importa? Sabe qual foi a primeira chave que eu conseguir da mão de uma mulher? A do armário de compras pra minha mãe não engordar mais ainda! Se bem que não adiantou nada!

JASON           —   Por quê?

RICHARD       —   É que ela quebrou o armário igual o Godzilla.

EDWARD       —   Eu acho que eu tenho uma chance com a Susan.

Richard e Jason sorriem.

RICHARD       —   E o que te faz pensar que isso é possível?

EDWARD       —   Claro que é possível. Ela me deu a chave da casa dela pra receber um móvel. O que mais você quer?

JASON           —   É tão simples e você não está fazendo.

EDWARD       —   O que eu não estou fazendo?

JASON           —   Você não está juntando os fato. Contando que cada andar daquele prédio só possui dois apartamentos por andar... Quem mais a Susan pediria pra receber o móvel?! Convenhamos aqui que o Robert não seria. O Cara não fala com ninguém e quando fala também, as pessoas desejam que ele feche a boca.

EDWARD       —   Pera aí, Jason! Você tá querendo dizer que ela me usou?

JASON           —   Pode-se dizer que sim.

Edward sorrir.

JASON           —   Por que o sorriso?

EDWARD       —   É a primeira vez que uma mulher bonita me usa. Ela poderia até abusar de mim.

Celular de Edward TOCA.

RICHARD       —   Veja aí se não é a que você sonha em ser abusado que tá te ligando.

EDWARD       —   Quem me dera. É o Robert. (ao cel.) O que, Robert?!

TELA DIVIDIDA entre a cantina da universidade e a sala do apartamento de Robert.

ROBERT        —   (ao cel.) Nossa! Nem pra dizer um: oi, Robert. Ou: como vai, Robert?

EDWARD       —   (ao cel.) O que você quer?

ROBERT        —   (ao cel.) Eu quero que você venha me buscar!.

EDWARD       —   Como assim te buscar?

ROBERT        —   (ao cel.) Deixa eu explicar. O Reitor da universidade me ligou e marcou uma reunião comigo daqui à uma da tarde.

EDWARD       —   (ao cel.) E por que eu tenho que ir até aí te buscar? Por que você não vem de ônibus, táxi ou sei lá o quê!?

ROBERT        —   (ao cel.) Minha roupa de ônibus está suja. Caiu molho nela.

EDWARD       —   (ao cel.) Chama um táxi!

ROBERT        —   (ao cel.) Não posso! Eu tenho medo de me acontecer alguma coisa!

EDWARD       —   (P/ os amigos) Do jeito que ele é, é bem provável do motorista jogar o carro na ribanceira!

Jason e Richard sorriem.

EDWARD       (ao cel.) Tá bom, Robert. Daqui a vinte minutos eu chego aí.

Ele desliga.

RICHARD       —   É o que eu entendi mesmo? Ele tá vindo pra cá?

EDWARD       —   Pois é. Parece que o Reitor quer conversar com ele. Deixa eu ir lá, gente.

JASON           —   Boa sorte, amigo.

EDWARD       —   Vou precisar tanto de sorte, quanto de paciência!

Edward sai, uma graduanda entra na cantina e se senta. Ela tomando um cafezinho.

RICHARD       —   Alerta! Alerta! Alerta!

Jason faz cara de quem não entendeu.

RICHARD       —   Gostosa na área!

JASON           —   Tá, como se você tivesse capacidade de pegar.

RICHARD       —   Claro que eu tenho! Quer ver só?

Ele se levanta da mesa e se aproxima da jovem.

RICHARD       —   Com licença. Alguém já te disse que você tem os lábios mais finos e secos do mundo?

Ela o olha repudiando o que ouviu e sai. Ele volta a mesa.

JASON           —   (sorrindo) Sabia! Sabia que esse seria o resultado.

RICHARD       —   Tá rindo de quê? Eu pelo menos tento! E você que vive aí sozinho e quando fala com alguma mulher é pior do que eu?!

Jason fica sério.

CORTA PARA:

CENA 06. CARRO DE EDWARD. INT. DIA.

Edward ao volante e Robert no carona.

ROBERT        —   Não vai perguntar o que eu vou fazer na universidade?

EDWARD       —   Como se você não tivesse falado quando me ligou.

ROBERT        —   Ah, é. Eu disse.

EDWARD       —   O que você acha que o Reitor quer?

ROBERT        —   Não sei. Talvez ele deva me elogiar pela minha palestra de semana passada.

EDWARD       —   Ou queria dizer que você precisa mudar.

ROBERT        —   Mudar? Mudar pra quê? E lá vem você de novo com essa história de mudar. As pessoas me amam do jeito que eu sou!

EDWARD       —   (sarcasmo) Ah, amam... Amam demais.

Robert o encara desconfiando.

CORTA PARA:

CENA 07. UNIVERSIDADE. SALA DO REITOR. INT. DIA.

REITOR (55) de pé, aperta a mão de Robert.

REITOR          —   Sente-se.

Robert tira álcool em gel e passa nas mãos.

ROBERT        —   Obrigado. Confesso que fiquei curioso pra saber o que o senhor tanto queria conversar comigo.

REITOR          —   Eu sei. Há uma hora e quinze minutos atrás eu te liguei, e desde então, você deixou sete mensagens na minha caixa de voz perguntando sobre o que seria a conversa!

ROBERT        —   E eu pensando que o senhor não tinha ouvido. Fiquei à espera de resposta.

REITOR          —   Pois as está tendo agora.

ROBERT        —   Eu fiquei me perguntando, mas depois eu cheguei à conclusão de que o senhor só poderia querer me parabenizar pessoalmente pela excelente palestra da semana passada.

REITOR          —   Sim, tem a ver com a palestra, mas não é só isso.

ROBERT        —   Sabia. Minha intuição não falha. Eu fui bem, não fui?

REITOR          —   Não cabe a mim fazer esta análise. A palestra foi destinada aos graduandos. Sem mais delongas... A universidade está/ digo, estava disposta a lhe oferecer um emprego.

ROBERT        —   Pera aí. Por que “estava” disposta?

REITOR          —   Acontece que depois da palestra de semana passada, a alta cúpula decidiu que antes, teríamos que ter esta conversa.

ROBERT        —   Não estou entendendo aonde você quer chegar, Reitor.

REITOR          —   Como é que eu posso te explicar...? É... Eles querem que você deixe de ser tão Robert.

Fecha em Robert sem entender.

CORTA PARA:

CENA 08. UNIVERSIDADE. CANTINA. INT. DIA.

Edward, Jason e Richard sentados.

EDWARD       —   Vem cá, vocês não são professores titulares, o que estão fazendo aqui?

JASON           —   Tempo vago.

RICHARD       —   Eu só volto a dar aulas à noite.

JASON           —   Você descobriu o que o Reitor queria com o maluco de pedra?

EDWARD       —   Não. Mas ele com aquela arrogância de sempre, acha que o Reitor o convidou para dar os parabéns pela excelente palestra dele.

RICHARD       —   Excelente eu tenho certeza que não foi. Alguns alunos foram e depois me contaram as coisas absurdas que ele falou.

JASON           —   Algumas alunas me disseram que deu vontade explodir os próprios ouvidos pra não ouvir tamanha arrogância dele.

Os três sorriem. Robert entra na cantina.

RICHARD       —   Perigo! Perigo! Perigo! Maluco de pedra se aproximando.

ROBERT        —   Tenho uma pergunta para os três. O que é ser tão Robert?

Todos ficam sem entender.

EDWARD       —   Como assim? Do que é que você está falando?

ROBERT        —   O Reitor disse que a universidade queria me oferecer uma oportunidade de emprego, mas eles querem que eu deixe de ser tão Robert.

JASON           —   Bom, pra mim, deixar de ser Tão Robert... É deixar de ser tão chato!

RICHARD       —   No meu modo de ver é deixar de ser tão arrogante.

ROBERT        —   Nossa! E você, Edward? O que acha que eles quiseram dizer?

EDWARD       —   Eu ainda preciso do seu teto. Então, acho melhor ficar neutro e não responder essa.

CORTA PARA:

CENA 09. PRÉDIO. PORTARIA. INT. DIA.

Sr. Riberio passando um paninho no balcão. Susan entra com roupa de malhar.

SUSAN           —   Boa tarde, seu Ribeiro.

SR. RIBEIRO  —   Oi, boa tarde.

SUSAN           —   O senhor viu se entregaram a minha mesa?

SR. RIBEIRO  —   Vi, entregaram e os seus dois vizinhos subiram com ela.

SUSAN           —   Como assim? Eu pensei que os entregadores que levavam até o meu apartamento.

SR. RIBEIRO  —   Não se preocupe que seus dois vizinhos machões levaram a mesa!

SUSAN           —   Coitados! Aposto que sofreram.

SR. RIBEIRO  —   Sofrer foi pouco. Eu tava vendo a hora do mais baixinho colocar pra fora tudo.

SUSAN           —   Coitadinho! Depois eu penso num modo de recompensar ele. Bom, agora deixa eu subir que eu preciso de um banho!

SR. RIBEIRO  —   (P/si, intrigado) Recompensar?

CORTA PARA:

CENA 10. APART DE ROBERT. SALA. INT. NOITE.

Robert sentado à mesa do computador.

ROBERT        —   (p/si, pensativo) Deixar de ser tão Robert... Esses ignorantes não sabem o que é ser um grande gênio como eu sou. Se bem que tem uma pessoa que pode me explicar isso.

Ele pega o cel. e liga.

ROBERT        —   (Ao cel.) Alô, mamãe? Eu tenho uma pergunta pra senhora. No seu modo de ver, como é deixar de ser tão Robert? Mas como assim, mamãe? Eu sou super agradável com as pessoas. Eu não acredito que o Edward foi reclamar pra senhora do modo como as coisas aqui na minha casa funcionam. Mas é claro que eu preciso de regras, mamãe! Se com regras ele já me tira do sério, imagine sem elas! A senhora não pode ficar me chantageando desse jeito! Eu tenho direito a ganhar esse óculos! Tá, mamãe! Tá bom. Eu vou tratar o Edward bem.

CORTA RÁPIDO PARA:

CENA 11.  PRÉDIO. HALL DO QUARTO ANDAR. INT. NOITE.

Susan sai de seu apartamento e Edward sobe a escada com algumas sacolas de restaurante.

SUSAN           —   Oi, Edward.

EDWARD       —   Oi, Susan.

SUSAN           —   Obrigado por ter recebido a mesa pra mim.

EDWARD       —   Ah, que isso? Sempre que precisar, pode contar comigo!

SUSAN           —   Legal.

Instantes de silencio desconfortável. Susan e Edward vêm caminhando frente a frente, ela tropeça e cai diretamente em seus braços, ele deixa as sacolas de restaurante cair para acudir Susan. E se bejam.

CORTA PARA:

CENA 12. APART DE ROBERT. SALA. INT. DIA.

Robert ali a olhar pelo olho mágico.

ROBERT        —   (p/si) Santo Deus! Era só o que me faltava! Como eu não percebi isso? O perigo mora logo ali em frente, do outro lado do corredor. Oh, Santo Deus! Agora vêm os dilemas de casal e quando eu entro no banheiro de manhã há roupas íntimas jogadas pelo chão.

Robert em negação meneia a cabeça.

CORTA PARA:

 

FIM DO TERCEIRO EPISÓDIO




Totalmente Incorreto

Temporada 1 | Episódio 3

 

Criado e Escrito por:

Ramon Silva

 

Elenco:

Robert

Edward

Susan

Richard

Jason

Lisa

Seu Ribeiro

Reitor

 

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